Oferenda de Poesia!
Preparei o terreno e plantei sementes de poesia!
Germinaram...
brotaram!
Como ficou linda a minha sementeira!
Peguei –a! Estava abarrotada,
transbordante de “brotos” (de)versos e rimas
da minha singela
poesia.
E fui caminhando sem direção
levando a minha oferenda...
E feliz, muito feliz para cumprir minha missão!
Obstáculos enfrentei...
Tempestades, temporais, vendavais e escuridão!
Por caminhos íngremes e alagadiços passei...
Em estradas
montanhosas e escorregadias deslizei ...
Porém, continuei
firme e a minha sementeira não larguei!
Comecei a fazer paradas.
Fui batendo de porta em porta de muitos corações!...
Para uns, eu fui bem-vinda! Receberam de bom grado
os brotos da minha poesia .
Eu ajudei a
plantar e ensinei a cuidar.
Retirei-me confiante de uma colheita farta
de frutos doces, do verbo POETIZAR.
Continuei a minha entrega ...
Abordei outros corações! E bem-vinda?
Não! ... Eu não fui .
Desprezaram minhas “mudas”.
Mesmo assim eu as deixei.
E fiz um pedido ao vento:
- Com o teu sopro suave
ajude a espalhar
os brotos da minha poesia!
E ele me atendeu.
Pedi ao sol e à chuva:
-Ajudem-me por favor!
Fui atendida também.
A chuva regou o terreno e o sol desprendeu calor.
Parti dali, tão
deslumbrada!
Pois sei que naqueles terrenos,
crescerão árvores viçosas
carregadas de
emoção.
E assim ...
Prossegui minha viagem
com a sementeira na mão.
Perguntava aos que
por mim passavam:
- QUEREM MUDAS DE POESIA?
Uns quiseram... outros,
não!
(by Maria Marlene em 06/05/2013



























